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O Império começa a ruir – Record supera Globo
Sep 6th
Eis que o tão cobiçado objetivo da Record veio a ser alcançado. A emissora venceu sua principal concorrente e fechou em primeiro lugar na média dia deste domingo no Rio.
Além de ser líder, a emissora de Edir Macedo comemorou outro feito inédito, “nunca na história deste país” uma emissora chegou a sequer empatar com a Globo quanto mais superá-la na faixa das 7h às 00h00, segundo o Ibope. Além de comemorar tal feito, a Record fez algo antes inimaginável, derrotar a Globo em pleno Rio de Janeiro.
Uma notícia que se adiantada há alguns anos atrás serviria de chacota contra este que vos escreve. Algo que mais dia ou menos dia viria sim a acontecer.
Entre 7h00 e 00h00 o Ibope apontou no RJ: Record 12,5 / Globo 12,3 / SBT 10,5. Uma vitória com estreita vantagem, mas que tem um saboroso gostinho em se tratando da Record. Além de ter sido superada pela concorrente, a Globo viu o SBT pelo retrovisor. Um segundo lugar com gostinho de terceiro. A luz vermelha pisca sem parar no Jardim Botânico. E agora?
Desde 2005, a emissora carioca vem apresentando consecutivas perdas de público em todas suas faixas. O mesmo que aconteceu com o SBT com a arrancada da Record naquele ano.
Uma parte dessa fuga de audiência deve-se a disseminação de novas mídias como a TV Paga, internet, DVD; que estão cada vez mais disponíveis para a grande massa brasileira. Vale também levar em conta os critérios de medição de audiência feito pelo Ibope, que antes cada 1 ponto representava 50 mil domicílios, e hoje esse mesmo 1 ponto equivale a 60 mil. Mas o que aqui foi citado representa, digamos, 50% do estrago. Os outros 50% atende pelo nome de Rede Record.
Claro que ainda é cedo para se ter uma estimativa de uma disputa mais acirrada pelo primeiro lugar entre Record e Globo. Mas o atual momento já representa, quem sabe, uma tendência futura.
De uns anos pra cá a Globo se acomodou e perdeu aquela ousadia de antes. O jornalismo ficou monótono, as novelas não surpreendem como antes, os apresentadores deixaram de inovar, e a mesmice tomou conta. A Globo tem em suas manhãs e finais de semana seus piores resultados. Ana Maria Braga bem que tenta, mas pelo segundo mês consecutivo fechou em 2º lugar, atrás do “Fala Brasil”. Luciano Huck e Faustão viram seus concorrentes se aproximarem cada vez mais, ao ponto de os ultrapassarem. O Fantástico deixou de ser show da vida faz tempo. Isso tudo somado a equívocos na criação de humorísticos e novelas. A engrenagem que antes parecia potente e envenenada começa a apresentar defeitos.
Cabe a Globo pensar o quanto antes numa estratégia, algo que mude radicalmente o quadro, ou daqui alguns anos o antes inatingível primeiro lugar estará à mercê dos rivais.
Um domingo pra se comemorar na Barra Funda, e a fingir que não existiu no Projac. Definitivamente a luz vermelha está acionada e pisca sem parar.
Comentem!
Via: RD1 Audiência – João Paulo Dell’Santo
Rede Globo- Manipuladora da notícia
Sep 21st
O jornalista Roberto Marinho, fundador das “Organizações Globo”, era chamado de “o fazedor de reis”. A expressão, extraída do francês “faiseur de rois”, demonstrava como ele utilizava do poder do monopólio da “Rede Globo” para influenciar a escolha dos principais mandatários do País. Roberto Marinho utilizava o poder de seus meios de comunicação para colocar a coroa na cabeça de seus escolhidos. A ausência de imparcialidade para noticiar os fatos ligados às principais eleições do País, tornou-se evidente em casos que se converteram em grandes escândalos nacionais. Em 1982, o Brasil vivia a “redemocratização” com as primeiras eleições após a Ditadura, e conheceu então o caso Proconsult. Durante as apurações da eleição para o Governo do Estado, no Rio de Janeiro, a “Rede Globo” divulgava os dados da empresa de tecnologia Proconsult, contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense para totalizar os votos.
A apuração se revelou uma fraude a favor do então candidato ao Governo, Moreira Franco, que era beneficiado com a transferência de votos nulos e brancos, e tentava barrar a eleição de Leonel Brizola. A fraude foi descoberta por uma apuração paralela e Brizola se elegeu governador.
Em 1989, a “Rede Globo”, mais uma vez, envolveu-se num episódio controverso que teria ajudado a eleger Fernando Collor de Mello na disputa à Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se da primeira eleição direta após a Ditadura Militar. Foi quando o “Jornal Nacional”, telejornal de maior repercussão da “Rede Globo”, exibiu um compacto do último debate entre Collor e Lula, portanto decisivo para a definição do voto dos eleitores, com uma edição que favorecia Fernando Collor, em detrimento a Lula. Depois de eleito, Collor deixaria o cargo envolvido numa série de denúncias.
Ainda na década de 80, a emissora demorou a reconhecer a força e a amplitude do movimento das Diretas Já. Enquanto o clamor popular em torno do voto direto para presidente ganhava as ruas, a “Rede Globo” parecia indiferente ao que foi a maior manifestação política da história brasileira, que mobilizou multidões em comícios nas principais capitais do País. Os manifestantes pró-diretas adotaram o slogan: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.
No ano passado, durante a campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro, o jornal “O Globo”, das “Organizações Globo”, optou por dar destaque a uma pesquisa eleitoral em que o senador Marcelo Crivella aparecia em queda, ao invés de destacar uma pesquisa do Ibope, ironicamente encomendada pela “TV Globo”, em que ele aparecia virtualmente no segundo turno. A tentativa de eliminar Crivella da disputa foi alvo de críticas até mesmo dos outros concorrentes ao cargo.
A origem da “Rede Globo” já expõe ligações com a Ditadura Militar, como mostra o livro-reportagem “O ópio do povo”, escrito por quatro jornalistas, na década de 70. Mylton Severiano, um dos autores, lembra que, em 1965, no início da Ditadura, a “Globo” surgiu debaixo do que se chamava de “escândalo da Time Life”. Com sede em Nova York, a “Time Life” é um conglomerado de comunicação norte-americano que, segundo Severiano, teria colocado dinheiro, técnicos e até jornalistas norte-americanos para auxiliar a montagem da emissora, num acordo com Roberto Marinho. O problema é que o acordo burlava a Constituição do País, que proibia que grupos estrangeiros tivessem participação acionária em veículos de comunicação do Brasil. “Eles feriam o artigo 160 da Constituição. Isso era anticonstitucional. Era proibido ter estrangeiro ditando até o que a rede ia botar no ar, até jornalismo. Isso vem no bojo do golpe militar, da Ditadura, que começa 1 ano antes, em 1964. E a ‘Globo’, sintomaticamente, é um legítimo filhote da Ditadura”, disse Severiano à “TV Record”. O escândalo “Time Life” foi parar na Câmara dos Deputados. Os parlamentares aprovaram, por oito votos a zero, o parecer do relator e consideraram a transação inconstitucional, mas, mesmo assim, o negócio com a empresa norte-americana
foi mantido.
Não é só na política que a “Rede Globo” costuma manipular informações. Em 22 de dezembro de 1995, há quase 14 anos, o “Jornal Nacional” exibiu uma reportagem de 9 minutos de duração, tempo elevado para os padrões do noticiário, em que prometia mostrar os bastidores da Igreja Universal.
Tratava-se, na verdade, de um vídeo gravado por um ex-companheiro do bispo Edir Macedo e ex-líder da IURD no Nordeste. As cenas registravam momentos de lazer dos principais integrantes da Universal. Peritos comprovaram depois que houve uma edição tendenciosa, com montagem e manipulação de algumas imagens, distorções no rosto de Edir Macedo e até erros elementares de informação: numa das cenas, o bispo contava notas de 1 dólar e o repórter disse que eram de 100 dólares. A própria “Globo” se corrigiu dois dias depois. No dia 11 de agosto deste ano, a “Rede Globo” voltou a exibir a mesma reportagem, mais de 14 anos depois, em seus ataques desesesperados.
Fonte: Folha Universal




